| ESCOLA DE PAIS | |
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Projeto integra e informa pais, mães e responsáveis pelos atendidos “Amor é feito chocolate. Dá sabor à vida, aquece a alma e a gente sempre quer mais!”. Com essa mensagem começou a reunião da Escola de pais, projeto que visa integrar e informar os pais, mães e responsáveis pelos atendidos do Instituto Bruno. A cada mês é escolhido um tema a ser tratado nas reuniões, e desta vez a sugestão tomou vários meses. A ideia veio dos próprios participantes: o amor. “A psicóloga sempre instiga a opinião deles e isso abre para as propostas que eles têm. A Escola de pais sempre foi muito voltada a passar informações para os pais, e agora ela vem buscar um contraponto, um retorno deles também” diz Alessandra dos Reis, assistente social do Instituto Bruno. A “Jornada do amor” começou em agosto e teve seu encerramente no dia 12 de novembro, passando pelos vários tipos de amor, como o fraterno, o materno e o romântico. A psicóloga Cristiane Berriel Veroneze, que faz a intermediação desses encontros, tem percebido maior interação, participação e envolvimento. “Percebi que eles se colocaram mais, brincaram e se escutaram. A abertura deles para falar aconteceu até mais rápido do que eu pensava”, diz. Maria José Pereira é mãe de Lidiane Pereira Peters, 14, múltipla deficiente pela paralisia cerebral. “Esse tipo de reunião ajuda a gente a falar mais. Todos os sentidos do amor são importantes e cada um tem uma coisa diferente para falar: amor é bom, ser amado levanta a auto estima da gente, a gente se sente melhor. E nós que temos um filho especial precisamos dessa atenção”. Maria José e sua filha Lidiane acompanharam todas as reuniões O Instituto Bruno realiza esse tipo de trabalho com os pais dos atendidos visando tornar o ambiente familiar o mais adequado possível ao desenvolvimento do atendido. “Ser pai de uma pessoa com deficiência é ter o seu cotidiano modificado e com esses encontros valorizamos o que eles tem a dizer, o compartilhamento de experiências, e nesse momento não se sentem exceções, mas sim partes de um todo”, explica Cristiane. “Esses pais cuidam tanto, que essa é uma maneira da gente cuidar deles também”, conclui Alessandra. Cristiane e Alessandra entregaram as rosas para os participantes No último encontro, rosas vermelhas foram distribuídas aos participantes, e junto um bilhete com os coríntios. Alessandra conta que a avaliação final foi muito positiva e que todos estavam muito emocionados. "Uma das mães disse que nunca tinha recebido uma rosa antes. Foi muito emocionante". Agradecemos a Floricultura Tropical pelas flores gentilmente cedidas.
Mahina Fava
Jornalista responsável
MTB 13040
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