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Voluntária do Instituto Bruno em destaque no Jornal Tribuna de Minas Leia, logo abaixo, a coluna Cidade Solidária dessa semana, dia 10 de maio, do Jornal Tribuna de Minas, que contou a bonita história de Suely Laina, voluntária do Instituto Bruno há mais de dois anos. Ela demonstra o prazer de poder acompanhar o desenvolvimento das crianças surdocegas e com multiplas deficiências atendidas pelo Instituto Bruno. Com uma sensibilidade imensa para lidar com crianças, Suely de Fátima Pinto Laina, 48 anos, decidiu ser voluntária do Instituto Bruno há mais de dois anos. Ela resolveu colaborar com a instituição por incentivo do filho, que é professor de educação física e, na época, era estagiário do instituto. Atualmente, duas vezes na semana, Suely atua como recreadora, ajudando a professora em uma das salas de aula e nas atividades de lazer e estimulação. “Trabalho com crianças na faixa de 8 a 12 anos, que são surdas-cegas ou têm múltipla deficiência provocada pela paralisia cerebral. É maravilhoso lidar com elas. As que não enxergam nada, por exemplo, já me conhecem pelo cheiro”, conta a voluntária. Ela percebe que a instituição oferece grande apoio, tanto aos atendidos quanto aos familiares, mas afirma que sua vida também mudou depois que passou a se dedicar ao projeto. “Entrei para ajudar e acabei sendo ajudada também. Quando entrei, tinha perdido meu marido há pouco tempo e estava muito triste, mas o trabalho voluntário me deu ânimo para seguir em frente.” Suely volta a ser criança no trabalho voluntário. “Brincamos no balanço, com bolas, cantamos, e acompanho as aulas de artes. Também ajudo na organização de festas e eventos da instituição e a arrecadar fundos, pois sobrevivemos com a colaboração da sociedade.” Segundo ela, é gratificante ensinar algo para pessoas tão especiais. “Quando vejo que eles aprenderam coisas novas, é maravilhoso. Melhor ainda é sentir que o carinho com que trato as crianças também é percebido pelos pais, que têm muita confiança em mim.” A voluntária reconhece que parte da população ainda discrimina e trata com indiferença pessoas com alguma deficiência, mas enfatiza que a situação tem melhorado e que, a partir do voluntariado, é possível romper as barreiras do preconceito. “A discriminação prejudica muito o desenvolvimento das crianças e gera sofrimento. Antes de ajudar o Instituto Bruno, eu não conhecia de perto esse problema e não sabia como um trabalho tão eficiente podia ser feito com pessoas que requerem cuidados especiais. Por isso, ficava muito emocionada e tinha medo de não conseguir colaborar como gostaria. Mas aprendi a lidar com essa descoberta.” Suely descobriu, acima de tudo, que não consegue mais se ver sem o trabalho voluntário e o convívio com as crianças. SEJA VOLUNTÁRIO Instituto Bruno Quem somos: entidade sem fins lucrativos, fundada em 2000, para prestar atendimento e assistência a pessoas surdo-cegas e com múltiplas paralisias. A instituição é mantida com doações e ajuda de voluntários. O trabalho pode ser acompanhado pelo site www.institutobruno.org.br. De que precisamos: do auxílio de profissionais com especialização em surdocegueira, paralisia cerebral e guias-intérpretes. Temos necessidade permanente de alimentos para montagem da cesta básica doada aos assistidos, fraldas infantis tamanho EX e GG e geriátricas tamanho P e M, e materiais de limpeza. Roupas de inverno também podem ser doadas para o bazar que será promovido este mês. As doações podem ser entregues na sede do instituto ou buscadas por nós. Também estamos a procura de alguém que possa doar um terreno ou ceder um imóvel para ser transformado na nossa sede. Precisamos de um espaço maior, pois a instituição funciona em local alugado e que hoje funciona com capacidade máxima. Onde estamos: Rua Paula Lima 243, Jardim Glória, região Central. Telefone: (32) 2102-4300. |
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Unidade I: Rua Paula Lima, 243. Jardim Glória. Unidade II: Capitão Arnaldo de Carvalho, 71. Jardim Glória. Tel: (32) 2102-4300 - institutobrunocomunica@yahoo.com.br Juiz de Fora, Minas Gerais |