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TELEMARKETING QUEBRA BARREIRAS DA IRRITAÇÃO PROVOCADA PELO SERVIÇO
Quem já recebeu uma ligação dos chamados Call Centers sabe que muitas vezes essa chamada pode ser inconveniente. Insistência, demora e irritação são queixas comuns de diversos consumidores. Entender que muitas vezes as pessoas por trás dessa ligação têm um objetivo nobre não costuma nos vir à cabeça. Entretanto, de acordo com uma das responsáveis pelo Departamento de Telemarketing do Instituto Bruno, Christiane Habib, essa ideia pode ser revertida. “É uma prestação de contas. Nós informamos o que é feito com as doações da sociedade e o resultado disso na vida dos atendidos. Depois demonstramos o que vem pela frente, as próximas metas e por que precisamos da ajuda delas para alcançar esses objetivos”.
A equipe de telemarketing do Instituto Bruno foi implementada em 2003, e desde então a capacitação foi feita com o objetivo de diferenciá-la das demais. “Nosso jeito de falar não é mecânico. Nós envolvemos a pessoa com o real motivo de estarmos ligando”, explica Lígia Santana, uma das operadoras. A diretora do Instituto Bruno, Maria do Carmo Vianna esclarece esse motivo. “O telemarketing busca participar a sociedade do nosso trabalho, que promove a qualidade de vida da pessoa com deficiência”, explica. Para ela, o sistema é um canal de comunicação direta que só funciona com um trabalho consolidado. “É a idoneidade da instituição que dá respaldo ao telemarketing. Temos à disposição da comunidade todos os registros que comprovam o destino das doações”, esclarece. No Instituto Bruno as doações alcançadas através deste serviço são responsáveis pela maior parte dos rendimentos. “Elas correspondem a cerca de 75% do faturamento, o que é utilizado para manter os gastos com os atendidos. Nisso estão incluídos o pagamento de exames, alimentação, e toda a estrutura de funcionamento da instituição”, explica Helder Silva, assistente administrativo da ONG. A diretora do Instituto Bruno diz que o conhecimento pela sociedade sobre o trabalho da instituição acaba se tornando um dos objetivos das ligações feitas pela instituição. “Conhecendo o trabalho ele terá a oportunidade de ajudar alguém a vencer a barreira do silêncio e da escuridão. E isso não apenas em determinada época, mas durante todo o ano”. Samanta Pessanha, que faz parte da equipe de telemarketing, possui a mesma opinião. Ela acredita que o contato com as pessoas via telefone traz retornos que vão além da própria doação. “A pessoa vai se envolver, se interessar, mesmo que não doe. Não estamos vendendo um produto e sim oferecendo a oportunidade da ajuda, da solidariedade. E isso nem é o mais fácil, mas é o mais gratificante”. O Instituto Bruno funciona atualmente em dois imóveis alugados e presta atendimento e assistência a 92 pessoas surdocegas ou múltiplas deficientes pela paralisia cerebral, sua capacidade máxima. A fila de espera por atendimento existe e já ultrapassa o número de 50 pessoas (já avaliados como público alvo da instituição). Além do serviço prestado à pessoas com deficiência, a instituição possui diversos projetos direcionados à suas famílias, o que estende seu raio de atuação para mais de 400 pessoas. FONTES DE RENDA INSTITUTO BRUNO 75% - Doações de pessoas físicas e jurídicas 30% - Projetos, doações de bens materiais, doações anônimas, rendimentos, parcerias com empresas/ eventos, venda de materiais de papelaria produzidos pelos atendidos, bazares, entre outros. Fonte: Balanço patrimonial do Instituto Bruno. Ano: 2008. |
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Unidade I: Rua Paula Lima, 243. Jardim Glória. Unidade II: Capitão Arnaldo de Carvalho, 71. Jardim Glória. Tel: (32) 2102-4300 - institutobrunocomunica@yahoo.com.br Juiz de Fora, Minas Gerais |