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30 de agosto de 2013

Palestra com tema “afetividade” traz assistidos e familiares ao Instituto Bruno

Afetividade. Afetar. Afeto. Do latim affectus. Tocar, comover o espírito, e, por extensão, unir, fixar. Durante a tarde de ontem, no Instituto Bruno, crianças, adolescentes e adultos - surdos, cegos e com múltiplas deficiências - puderam entender e sentir a força desta palavra. Alguns acompanhados por seus familiares, outros completamente independentes, eles vieram: de coração aberto, ansiosos por aprendizado e por novas experiências, animados pela delícia de encontrar os velhos amigos ou mesmo fazer novos - por que não?!


Logo ao chegar à unidade, foi perceptível o sentimento de confortabilidade dos assistidos e familiares com o espaço. A presença do intérprete convidados, Gilliard Carvalho - pedagogo e estudante dedicado de libras - e da guia-intérprete Carmem Mayworm - tradutora de língua dos sinais -, facilitou a comunicação entre todos os envolvidos. "Gostei muito de ter vindo até aqui, apesar do tempo apertado. O trabalho realizado no Instituto Bruno é muito legal, e eu ainda não o conhecia", contou Gilliard, satisfeito. "Estou acostumado a conviver entre amigos surdos e a me comunicar com eles através da libras. Mas esta é a primeira vez que converso com uma pessoa surdocega". A comunicação com a pessoa surdocega é feita através da linguagem de libras adaptada - a diferença é que o deficiente mantém suas mãos encostadas nas mãos do interlocutor, para que possa sentir os sinais.


A primeira fala da palestra foi da diretora do Instituto Bruno, Maria do Carmo Vianna. Ela falou sobre a importância da afetividade no relacionamento entre a ONG e os assistidos e seus familiares, enfatizando que sentimentos como amor, carinho e atenção devem sempre estar presentes, em todos os passos. Além disso, preocupou-se em dizer o nome de todos os presentes e suas localizações dentro da sala, para informação daqueles que não podem enxergar. Os intérpretes presentes repassaram-na para os surdocegos. "Esta ‘leitura de ambiente' chama-se áudio-descrição, e é uma técnica reconhecida por lei", contou a diretora.


Depois, foi a vez de Carmem Soares - psicóloga -, que preparou dinâmicas especiais para o evento. A primeira consistia em externar algum tipo de reação a um pequeno coelho de pelúcia: os participantes deviam afetá-lo, da forma que sentissem vontade. O pequeno Víctor Hugo, carinhosamente chamado pelos mais próximos de "Vitão", ninou e acariciou o bichinho. Já a funcionária Juliana, preferiu abraçá-lo. Num próximo momento, a afetividade deveria ser demonstrada entre as pessoas presentes: houve abraços, beijos, apertos de mão e até palavras carinhosas. Para encerrar sua fala, Carmem propôs um grande abraço coletivo, prontamente aceito por todos. Os rostos refletiam a alegria de estar vivendo aquele momento.

Por fim, as estratégias da Comunicação foram expostas por Priscila Morisson, estagiária no setor há uma semana. "A comunicação é peça chave para a afetividade", explicou ela. "Através dela, realizamos a ponte entre Instituto e sociedade. Queremos sensibilizar as pessoas: conseguir afetá-las e nos deixar afetar por elas". O site do Instituto e sua página no Facebook foram exibidos, para que os presentes pudessem conferir como este trabalho é feito, especialmente no que diz respeito à Campanha de Apadrinhamento.


Salgadinhos, bolo e refrigerante foram servidos a todos, que aproveitaram o clima de amizade para lanchar em conjunto e dizer as suas últimas palavras (cada um à sua maneira) antes de se despedirem. Alessandra Brugiolo, a mãe do "Vitão", fez questão de expressar na página do Facebook do Instituto a sua alegria: "Foi uma tarde muito prazerosa. Valeu!".

E aqui também fica o nosso ‘valeu'! Nós, funcionários e voluntários do Instituto Bruno, agradecemos de todo o coração a presença de todos: os intérpretes Gilliard e Carmem, que tiraram um tempinho do seu dia para colaborar com o nosso evento; o Moacir, da "Carona Amiga", que trouxe de Santos Dumont alguns dos participantes; o Sr. Nelson e a Lisiane da Padaria Franluy e o Sr. Paulo e o Sr. Guilherme da Padaria Lisboa, pelo bolo e pelos salgadinhos doados; os assistidos, que vieram com tanta alegria e disposição para aproveitar tudo o que preparamos; e às famílias, que fazem questão de apoiar e participar das atividades de seus filhos em todos os momentos. Que tenhamos muitos outros eventos de sucesso como este.


Quer saber como dar continuidade a esta corrente de afetividade? Participe da nossa Campanha do Apadrinhamento: WWW.institutobruno.org.br/apadrinhamento.php

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