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03 de setembro de 2013

Instituto Bruno participa da reunião do CMPD em abertura ao Mês da Luta das Pessoas com Deficiência

Sob o tema "Os desafios do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) na perspectiva das pessoas com deficiência", o Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência (CMPD) se reuniu hoje (3), na Casa dos Conselhos, abrindo as comemorações do Mês da Luta das Pessoas com Deficiência. O Instituto Bruno participou deste encontro, sendo representado por sua diretora, Maria do Carmo; pela estagiária do setor de Comunicação, Priscila; e por Sueli, mãe da assistida Suelen. O secretário de Desenvolvimento Social, Flavio Checker, também esteve presente, esclarecendo pontos polêmicos, ouvindo as demandas dos diversos líderes do segmento e debatendo as políticas públicas voltadas para o mesmo. Três intérpretes ficaram responsáveis por realizar a tradução em libras do que estava sendo dito para o público surdo.

Iniciando as apresentações, Warson Nasser, presidente do CMPD, agradeceu a presença de todos e ressaltou a importância do encontro. Maria do Carmo deu continuidade à programação, a convite de Nasser, apresentando brevemente o trabalho realizado pelo Instituto aos demais presentes. "O Instituto Bruno existe há 13 anos, prestando atendimento clínico e assistência a pessoas surdocegas e com múltiplas deficiências devido à paralisia cerebral", contou ela. "É o primeiro centro de reabilitação integrada de Minas Gerais e o único da Zona da Mata Mineira que presta atendimento gratuito em diversas áreas". A diretora exibiu um vídeo que mostrou alguns dos assistidos da ONG em momentos de integração. Os conselheiros puderam observar as formas de comunicação entre surdocegos e guias-intérpretes.

Em sua fala, Flavio Checker explicou concisamente a lógica do SUAS, o qual ele considera ser "uma grande conquista da sociedade brasileira". "Dentro da lógica do SUAS, as demandas das pessoas com deficiência são tratadas de forma transversal, diluídas nos diversos outros níveis de proteção social básica e especial. O objetivo é que o deficiente entre e saia do SUAS de forma natural, sem ser tratado como excepcional". O secretário enfatizou os diversos avanços conquistados, como a Lei Viver Sem Limites: "O arcabouço legislativo já está aí, agora temos que focar com colocar em prática, trabalhando em conjunto com as outras secretarias - de Educação, de Saúde - e com a sociedade. Um dos maiores desafios é fazer a sociedade enxergar os deficientes como sujeitos de direitos. (...) Temos muitas demandas, mas já temos um caminho a percorrer".

O debate que sucedeu o discurso de Checker levantou, principalmente, a preocupação com a transversalidade do sistema, visto o gargalo existente entre o que é lei e o que já está em prática. Maria do Carmo pontuou sobre as demandas dos assistidos do Instituto, que as vezes desistem de benefícios que lhes são direito, pelas tantas dificuldades encontradas para ter acesso a eles de fato. Flavio ouviu com atenção e discutiu com o Conselho formas de saná-las.

Por fim, o secretário ressaltou a importância da autonomia e protagonismo do deficiente, que é a "porta de saída" do sistema. "Quanto mais a pessoa deficiente se sentir dona da própria vida, quanto mais ela sentir uma relação direta entre ela mesma e o mundo, mais a Assistência Social poderá melhorar o seu trabalho, englobando um número maior de pessoas e alcançando a excelência", disse ele. "Se procurarmos por números, veremos que, quantitativamente, não dá mais para falar em ‘minoria social'. Os deficientes são, hoje, uma parcela significativa da sociedade brasileira e principalmente da sociedade juizforana. Por isso, devemos incorporar a demanda deles como uma demanda da sociedade em geral - claro que, respeitando os diversos níveis de dificuldade".

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