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30 de julho de 2013

IB comemora 133 anos de Hellen Keller

Um almoço no dia 28 de junho reuniu alunos surdocegos que recebem ou já receberam atendimento especializado, com estimulação específica e individualizada, pais, professores, profissionais da área de saúde e o corpo administrativo do Instituto Bruno para lembrar os 200 anos da invenção da escrita em Braille por Louis Braille, com apenas 12 anos e também o aniversário de 133 anos de Helen Keller, que provou que deficiências sensoriais não impedem a obtenção do sucesso.


"Todos estamos cientes deste dia especial e mobilizamos toda esta nossa energia para desfrutar deste momento em comunhão", é o que relata a pedagoga da filantrópica, Mônica Alquinta. Ainda de acordo com ela, "os eventos de socialização permitem compartilhar não só experiências de convivência ou trabalho. São oportunidades preciosas de compartilhar afeto, intensificando os laços humanos que guiam e permeiam todo o trabalho do Instituto. É uma verdadeira forma de inspiração e incentivo para continuar aprimorando conhecimentos e dar, cada vez mais, aos assistidos", completa Mônica.


Moacyr Maciel de 56 anos é representante comercial e membro do Rotary JF Norte, parceiro do Instituto. "Conheci a Maria do Carmo quando ela foi fazer uma palestra no Rotary, daí comecei a frequentar o Instituto e colaborar. Estamos em busca de novos veículos... Temos uma parceria em favor do bem". E ele incentiva aos que se interessam em fazer um trabalho voluntário: "Nós que temos saúde e vida, temos que devolver para o universo um pouco do muito que recebemos".


Élson Calixto de 30 anos é surdocego. Irmão mais novo de Elciane, também é atendido pelo Instituto. "Aprendi muitas coisas nas oficinas, conheci várias pessoas. Eu queria trabalhar, mas minha mãe tem receio. Seria muito bom ter meu salário. Mas sozinho não posso". A diretora do Instituto Bruno Viana, Maria do Carmo Vianna, explica que se tivesse um guia-intérprete Élson poderia trabalhar. "Por isso, o ideal seria que ele conseguisse um emprego em Santos Dumont".


Gisele Viana tem 31 anos e é guia-intérprete. Faz trabalhos no Instituto desde 2004. "Interessei-me pelo curso de libras para conversar com meu irmão que é surdo, ele também é professor de libras. Não há limites e nem barreiras para nenhum tipo de deficiência. Todos os atendidos têm objetivos e os alcançam".


Elciane Mary é surdacega e tem 38 anos. "Nasci surda e conforme fui crescendo, vi que minha visão diminuía e com 9 anos perdi totalmente a visão. Desde 2004, sou atendida no Instituto. Através dele tive a oportunidade de ir em São Paulo, lá encontrei vários surdoscegos e fiquei muito emocionada. Vi que eles têm uma vida boa, e que isso é possível. Fiquei muito melhor. Aqui, no Instituto, aprendi trabalhos manuais, a escrever em Braille, informática e a comunicação em libras táteis. Contudo, minha maior necessidade é um guia- intérprete para poder sair, ir ao médico, estudar, ir ao mercado. Enfim, fazer tudo que uma pessoa comum faz. Elciane diz, para os deficientes mais jovens, que ainda estão desvendando o universo da surdocegueira que "fiquem em paz, porque tudo vai dar certo".

Elizabeth Maria Calixto é mãe de Élson e Euciane, ela é surda, mas se comunica através da leitura labial. "Quando fiquei sabendo da deficiência deles fiquei muito triste. Mas depois que descobri o Instituto, apesar da dificuldade de vir, tendo que pegar o ônibus em Santos Dumont às 6h15 da manhã, tudo mudou. Por que lá eles não iam aprender nada. Aqui eles aprendem tudo".

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